O inventário extrajudicial é uma ferramenta eficiente para a gestão de bens após o falecimento de uma pessoa. Realizado em cartório e sob orientação de um advogado, este processo tem se tornado uma alternativa cada vez mais popular devido à sua agilidade e simplicidade. Neste artigo, explicaremos o passo a passo do inventário extrajudicial, destacando os requisitos necessários e as vantagens desse procedimento.
1. Entendendo o Inventário Extrajudicial
O inventário extrajudicial é um processo administrativo para a transferência de bens do falecido aos herdeiros. Ele pode ser realizado sempre que todas as partes estiverem em acordo e não houver testamento, exceto se o testamento for de fácil solução (como a legítima dos herdeiros não ser afetada).
2. Requisitos para o Inventário Extrajudicial
3. Documentação Necessária
Os documentos necessários para realizar o inventário extrajudicial incluem a certidão de óbito, documentos pessoais do falecido e dos herdeiros, escrituras de imóveis, documentos de veículos, extratos bancários do falecido, entre outros que comprovem a propriedade dos bens a inventariar.
4. Escolha do Cartório
O processo pode ser feito em qualquer cartório de notas, independente do local de residência do falecido, dos herdeiros, ou onde os bens estão localizados. É importante escolher um cartório com experiência em inventários extrajudiciais.
5. Avaliação dos Bens
Uma etapa fundamental é a avaliação dos bens para determinar o valor do espólio. Isso pode requerer a contratação de um perito, especialmente para imóveis e itens de valor mais elevado.
6. Pagamento do ITCMD
O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) é devido sobre o valor dos bens transmitidos e varia conforme a legislação estadual. O pagamento desse imposto é um requisito para a realização do inventário extrajudicial.
7. Lavratura da Escritura
Com todos os documentos reunidos e o imposto pago, o próximo passo é a lavratura da escritura de inventário pelo tabelião. Esse documento formalizará a transferência dos bens para os herdeiros.
8. Registro em Órgãos Competentes
Após a emissão da escritura, é necessário registrar a transferência de propriedade dos bens em órgãos competentes, como o Registro de Imóveis, Detran, entre outros, conforme a natureza do bem.
Vantagens do Inventário Extrajudicial
Conclusão
O inventário extrajudicial é uma opção valiosa para a administração de bens de uma pessoa falecida, oferecendo um processo mais rápido, simples e menos custoso do que o judicial. Contudo, requer o cumprimento de certos requisitos e a assistência de um advogado. Se você está enfrentando a necessidade de realizar um inventário, considere essa modalidade e busque orientação jurídica qualificada para garantir que o processo ocorra de maneira eficiente e correta.